Será Que Uma Bola Tangencia ou Toca as Linhas de Uma Quadra de Tênis Durante Um Jogo?*

Se Você Acha Que Sim, Não Perca Seu Tempo Lendo Esse Artigo!

Olá tenista!

É muito comum durante uma transmissão de um jogo de tênis na TV vermos um juiz mostrar que não há espaço entre a marca da bola em uma das linhas e reconhecer como uma “boa” bola, ou seja, o ponto é considerado válido. Tal evento vale tanto para uma decisão visual ou virtual, nesse caso com a aplicação do Hawk-Eye.

O que o Autor vai demonstrar ao longo desse artigo é que as coisas não ocorrem exatamente como nossos sentidos sugerem.

Para tanto, vamos ter que nos abstrair da vida real e entrarmos em campos do conhecimento mais sofisticados, no caso o universo microscópico e a Mecânica Quântica.

Vamos por hipótese imaginar que uma bola de tênis tangencie uma linha lateral e o juiz considera a bola como “boa”. O princípio desse julgamento passa pela condição que a bola efetivamente toca a linha da quadra, não deixando qualquer espaço entre os elementos. Para o juiz, não há menor dúvida do fato e certamente outros juízes habilitados pela ITF e ATP também optariam por uma bola “boa”.

Agora, vamos imaginar que apenas um único pelo da bola, cerca de 3 mm, toca a linha da quadra, porém a marca da bola fica distante da citada linha. Qual decisão deve ser tomada pelo juiz, bola “boa” ou “fora”, ponto válido ou inválido?

Num terceiro evento, a bola toca a linha pelo seu lado externo e o ponto é considerado válido pelo árbitro. No momento, um juiz que também é cientista e de posse de um microscópio eletrônico, vai analisar a ocorrência. Nota que um átomo da bola realmente toca um átomo da linha e considera o ponto válido.

Outro juiz, também cientista, de posse de um instrumento de altíssima precisão, observa que apenas um elétron do átomo da bola toca um elétron de um átomo da linha e considera a bola “boa” e valida o ponto.

Para complicar mais a situação, um terceiro juiz, perito em Mecânica Quântica, discorda dos demais juízes alegando que segundo Max Planck, Prêmio Nobel de Física em 1918, nenhum corpo ou partícula pode se tocar, já que a distância entre eles não pode ser menor do que 1,616199 x 10-35 m, que é o famoso Comprimento de Planck. Dessa forma, o juiz em tela invalida o ponto e uma tremenda confusão está formada.

Quem tem razão?

Nós vemos o mundo como nós somos e não como ele realmente se apresenta.

Em resumo, o que nós vemos, sentimos, ouvimos cheiramos e tocamos, na maioria das vezes são considerações inválidas e Platão, cerca de 400 a.C. na sua “Alegoria da Caverna” já denunciava e nos advertia sobre o fato.

Durante um jogo, quando a bola de seu adversário tangenciar a linha externa da sua quadra ou mesmo tocar sua superfície e ele chamar a bola “boa”, pergunte, você tem um “tempinho”?

Um forte abraço
Franco Morais
www.tenniscience.com.br

Does a Ball Tangent or Touch the Lines of a Tennis Court During a Game?*

If You Think Yes, Don't Waste Your Time Reading This Article!


Hello tennis player!

It is very common during a television broadcast of a tennis match to see a referee showing that there is no space between the ball mark on one of the lines and recognize it as a “good” ball, that is, the point is considered valid. Such an event is valid for either a visual or virtual decision, in this case the application of Hawk-Eye.
 
What the Author will demonstrate throughout this article is that things do not happen exactly as our senses suggest.

For that, we will have to abstract from real life and enter more sophisticated fields of knowledge, in this case the microscopic universe and Quantum Mechanics.

Let's hypothetically imagine that a tennis ball touches a sideline and the referee considers the ball as “good”. The principle of this judgment is based on the condition that the ball actually touches the court line, leaving no space between the elements. For the judge, there is no doubt about the fact and certainly other judges qualified by the ITF and ATP would also opt for a “good” ball.

Now, let's imagine that a single hair of the ball, about 3 mm, touches the court line, but the ball mark is far from that line. Which decision should be made by the referee, “good” ball or “out”, valid or invalid point?
 
In a third event, the ball touches the line from the outside and the point is considered valid by the referee. At the moment, a judge who is also a scientist and in possession of an electronic microscope, is going to analyze the occurrence. Note that an atom of the ball actually touches an atom of the line and considers the point valid.

Another judge, also a scientist, in possession of a very high precision instrument, observes that only one electron from the atom of the ball touches an electron from an atom of the line and considers the ball “good” and validates the point.
 
To further complicate the situation, a third judge, an expert in Quantum Mechanics, disagrees with the other judges, claiming that according to Max Planck, Nobel Prize in Physics in 1918, no body or particle can touch, since the distance between them cannot be smaller than 1.616199 x 10-35 m, which is the famous Planck Length. In this way, the judge invalidates the point and a tremendous mess is formed.
 
Who is right?
 
We see the world as we are and not as it really looks.

In short, what we see, feel, hear, smell and touch, are mostly invalid considerations and Plato, around 400 BC in his “Allegory of the Cave” already denounced and warned us about the fact.
 
During a game, when your opponent's ball touches the outside line of your court or even touches its surface and he calls the ball as “good”, ask, can we talk a little bit?
 
Best regards
Franco Morais
www.tenniscience.com.br